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- Calma Hagar, isto não é uma ceifadeira. - O que dizes velho, sou um ceifador de vidas. Hagar continua o treinamento cortando o ar com arcos feitos pelo movimento de sua espada. - A espada é tua vida jovem, não balance como se não fizesse parte de ti. - Falas demais velho. Meus músculos têm o vigor de mil guerreiros. - Sem nem sequer um cérebro mil guerreiros podem ser vencidos. Escute-me jovem, não desguarneça tuas pernas. Se eu souber onde estão teus pés saberei onde estará teu corpo. E para onde irá tua espada. - Tu me cansas com tuas palavras. Com dois movimentos posso fatiá-lo como um salame velho. - Com um movimento eu te desarmo criança. - Tente. O velho pega seu cajado, está cansado daquele inútil que foi contratado para treinar. O jovem empunha a espada, tenciona o músculo e parte para cima do mestre com toda a fúria. Joga o braço empunhando a espada para decepar a cabeça do velho que se inclina para frente conforme previsto pelo jovem. Mas o velho empurra o corpo para trás se apoiando no cajado, como uma terceira perna e um movimento inesperado para o jovem. Com um passo largo o velho põe-se ao lado e o cajado trança a perna do oponente. - Não desguarneça tuas pernas meu jovem. - Completa o velho com um forte puxão de alavanca. E o aprendiz se precipita ao chão com tanta violência que não só se desarma, mas sente uma dor aguda no tornozelo. - Você não tem mais nada para aprender comigo jovem fidalgo. Hagar fica atônito. - Como fez isso? - Já lhe contei várias vezes, mas teu ego inchado foi maior que meus ensinamentos, não há nada a ensinar para quem não quer aprender. - Volte, eu lhe ordeno que me ensine... Senão encontrarei outro que me ensine a arte da espada para que eu possa lhe matar. Hagar grita: - aonde vai? - Se tu irás encontrar outro mestre, procurarei outro discípulo... um que tenha ouvidos. Volte aqui!
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